26 junho 2012

A melhor hora do dia para ser criativo

Nova pesquisa revela quais são os melhores momentos do dia para resolver problemas que exigem criatividade

Quando estamos cansados ou menos focados, a mente fica mais livre para avaliar alternativas que nossa mente descartaria em outras situações

As pesquisadoras Mareike White e Rose Zacks descobriram novas características sobre a criatividade das pessoas que podem mudar completamente a idéia que fazemos de nossa capacidade de criação. Normalmente, os indivíduos possuem horários em que produzem mais e são mais criativos. Há pessoas que são mais inspiradas durante a madrugada e outras que rendem no início do dia. O curioso é que, segundo a descoberta feita pelas cientistas, o período em que estaríamos mais aptos para resolver problemas é exatamente o inverso do horário que rendemos mais. Por exemplo, uma pessoa que gosta de trabalhar de noite seria mais criativa nas primeiras horas do dia.

Mas como isso é possível? Para investigar a criatividade, as pesquisadoras submeteram cerca de 500 estudantes a dois testes de criatividade diferentes. Um deveria medir a habilidade de inspiração dos participantes – o tipo de problema que exige a interação com o desconhecido, fazendo com que o estudante crie soluções.

O segundo teste mediu a capacidade dos estudantes de resolver problemas analíticos, que exigem foco e objetividade para atingir um resultado específico. As duas capacidades, de inspiração e análise, são importantes para a criatividade, mas possuem papéis diferentes no processo criativo.

O que White e Zacks descobriram foi que indivíduos que funcionam melhor durante a manhã tiveram resultados melhores para resolver os problemas de inspiração no período noturno, quando, aparentemente, eles não deveriam funcionar muito bem. Exatamente o mesmo padrão, mas reverso, foi apresentado pelas pessoas que rendem mais durante a noite.

Os resultados não podem indicar porque isso acontece, mas provavelmente têm a ver com o fato de que, quando estamos cansados ou menos focados, a mente fica mais livre para avaliar alternativas que nossa mente descartaria caso estivéssemos concentrados. Com mais opções para considerar, é provável que você faça conexões entre ideias que aparentemente não se ligariam.

Por outro lado, estar focado pode estreitar a atenção, fazendo com que nossa capacidade de inspiração e criação seja controlada por fatores práticos, que o forçam a uma análise mais objetiva.
In: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2012/04/16/923607/melhor-hora-do-dia-ser-criativo.html acessado em 25.06.2012
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20 junho 2012

5 posturas corporais que contribuem para a criatividade

Metáforas conhecidas como “pensar fora da caixa” ou “ver os dois lados do problema” são frequentemente usadas quando falamos de criatividade. Sabemos que nossas mentes interagem das maneiras mais inusitadas, mas será que essas metáforas são simples frases ou podem ser aplicadas literalmente?
Pesquisadores norte-americanos e singapurenses examinaram essas questões em um estudo publicado no jornal Psychological Science. A parir de cinco experimentos eles testaram maneiras que as pessoas podem ser mais criativas por simplesmente mudar suas posturas.


Nem todas as ideias criativas surgem do nada. Algumas vezes é necessário o trabalho de filtrar logicamente os objetivos e ideias


A seguir, confira cinco metáforas famosas que podem fazer a diferença para sua criatividade:


Como aumentar a criatividade: Por um lado... Por outro lado

Ideias criativas normalmente surgem quando dois pensamentos aparentemente não relacionados são reunidos. Quando conseguimos pensar em um problema a partir de dois lados diferentes, conseguimos encontrar maneiras de uni-los com mais facilidade. No estudo, os pesquisadores descobriram que os participantes que utilizaram as duas mãos para gesticular tiveram mais ideias do que aqueles que usaram apenas uma mão.


Como aumentar a criatividade: Pensar fora da caixa

Por mais comum que essa frase seja, ela realmente expressa a ideia de que a criatividade é explorar novas áreas. Em um experimento, os pesquisadores separaram os participantes em dois grupos enquanto realizavam testes de criatividade. Um grupo sentou dentro de caixas e o outro se sentou próximo as caixas. Os resultados mostraram que aqueles que estavam fora das caixas tiveram mais ideias do que o outro grupo.


Como aumentar a criatividade: Ficar rodeando

Em inglês o ditado estudado foi “wander around, but not in a square” que significa “andar ao redor, mas não em um quadrado”. Ao estudar essa metáfora, os pesquisadores descobriram que as pessoas tiveram mais ideias quando passearam aleatoriamente do que quando andaram em um quadrado ou não andaram.


Como aumentar a criatividade: Juntar dois mais dois

Nem todas as ideias criativas surgem do nada. Algumas vezes é necessário o trabalho de filtrar logicamente os objetivos e ideias que já possuímos. Temos que “juntar dois mais dois” para ter certeza que o resultado é quatro. Os psicólogos chamam isso de pensamento convergente e é quando reunimos nossa lógica, conhecimento e habilidades para solucionar um problema. O quarto experimento realizado pelos cientistas testou a hipótese de que organizar montes de cartões em apenas duas pilhas iria motivar o pensamento convergente. Os resultados mostraram que os participantes que transformaram duas pilhas em apenas uma se saíram melhor no teste de pensamento convergente do que aqueles que apenas distribuíram os montes de cartões em duas pilhas.


Como aumentar a criatividade: Imaginar

Se você não está com vontade de andar ou de arrumar uma caixa, então é hora de ficar online. No quinto experimento, os participantes assistiram avatares de jogos como Second Life andar livremente ou em um quadrado. Os mesmos resultados alcançados presencialmente foram encontrados nos experimentos online. Podemos perceber que, além da postura corporal, o estado mental também é muito importante para aumentar a criatividade. A simples sugestão da postura dos avatares foi suficiente para determinar a mentalidade dos participantes.

In: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2012/06/12/942048/5-posturas-corporais-contribuem-criatividade.html acessado em 20.06.2012


 

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12 junho 2012

Estudo inteligente: Aproveite ao máximo o seu tempo de estudo com essas dicas tiradas de pesquisas

Fonte: gradPSYCH Magazine*
Autor: Lea Winerman
Tradutor: André Rabelo


Você provavelmente pensa que sabe como estudar.
Afinal de contas, você chegou ao ensino superior. Você entregou com sucesso tarefas de casa e passou em exames por pelo menos 16 anos. E existe uma grande chance de que você tenha um conjunto de rotinas de estudo, quer seja um copo de chá e o seus livros-texto na cama ou um canto em uma biblioteca calma que você alegou ser seu.
Mas pode ser que os hábitos de estudo que você desenvolveu por uma década ou duas não estejam te servindo tão bem quanto você pensa que eles estão.
Pesquisas têm mostrado que algumas técnicas de estudo do “senso comum” — como sempre ler no mesmo local calmo ou gastar horas em um momento de concentração em um assunto — não promovem aprendizagem de longo prazo. E alguns hábitos que você deve suspeitar não são tão bons, como o estudo de últimos minutos antes de exames, podem até ser pior do que você pensou.
Nós sumarizamos três princípios, tirados a partir de décadas de pesquisa na psicologia cognitiva, para te ajudar a aproveitar o máximo das suas horas de estudo (continua depois do parágrafo abaixo).
* Este material originalmente apareceu em inglês como [Winerman, L. (2011, November). Study Smart. gradPSYCH. Retrieved from http://www.apa.org/gradpsych/2011/11/study-smart.aspx]. Copyright © 2011 pela American Psychological Association. Traduzido e reproduzido com permissão. A American Psychological Association não é responsável pela precisão desta tradução. Esta tradução não pode ser reproduzida ou distribuída adiante sem uma permissão prévia escrita da APA.

Espaçe Suas Sessões de Estudo

Na medida em que as leituras de curso se empilham, pode ser tentador se deixar ficar para trás, o tempo todo se reafirmando de que você irá gastar dois dias estudando logo antes do exame. Mas enquanto o estudo de última hora pode te permitir passar em um teste, você não irá se lembrar do material por muito tempo, de acordo com o psicólogo da Williams College, Nate Kornell, PhD.
Décadas de pesquisa têm demonstrado que ter um espaçamento entre sessões de estudo por um período maior de tempo melhora a memória de longo prazo. Em outras palavras, se você tem 12 horas para gastar em um assunto, é melhor estudar isso por três horas a cada semana por quatro semanas do que acumular todas as 12 horas na quarta semana.
E para a maior parte, quanto mais tempo você demorar entre as sessões de estudo, melhor para você — ao menos dentro dos limites de tempo de um semestre acadêmico.
“Em algum momento, esperar demais [entre sessões] poderia ter um efeito negativo [na aprendizagem],” Kornell diz. “Entretanto, a maioria de nós espaça muito pouco. Praticamente falando, muito espaçamento não é realmente um perigo que alguém deveria se preocupar.”
Os pesquisadores não estão exatamente seguros do porque o espaçamento é tão efetivo. Entretanto, uma causa possível é que, ao longo do tempo, as pessoas esquecem o que elas aprenderam na sua sessão de estudo inicial. Então, quando elas voltam ao material depois, a nova sessão de estudo estimula as suas memórias e eles lembram o que eles aprenderam pela primeira vez. Este processo — esquecimento e recuperação — ajuda a consolidar o novo conhecimento no lugar.
Em um estudo, publicado em 2009 na Applied Cognitive Psychology, Kornell mostrou que o efeito do espaçamento funciona em uma escala de tempo menor também. Ele pediu a estudantes universitários para estudarem uma “pilha” de cartões de vocabulário digital. Todos os estudantes estudaram cada palavra quatro vezes. Mas metade dos estudantes estudou as palavras em um grande amontoado — eles passaram por todas as 20 palavras, e então recomeçaram. A outra metade dos estudantes estudou as palavras em quatro menores amontoados de quatro cartões cada. Então, os estudantes que usaram o maior amontoado tinham um tempo de espaçamento maior entre cada uma das quatro vezes que eles viram a palavra.
Em um teste no dia seguinte, os estudantes no grupo do “amontoado grande” lembraram significativamente mais das palavras do que estudantes no grupo de “quatro pequenos amontoados” — 49 por cento em comparação com 36 por cento.
Quando se trata de espaçamento, os estudantes são frequentemente desviados por suas próprias experiências, diz o professor de psicologia da Kent State University, Katherine Rawson, PhD, que também estuda aprendizagem. “Eles estudam logo antes de um exame, e para ser honesto isto é provavelmente OK para ir bem no seu exame,” diz ela. “Mas o problema é que isto é horrível para a retenção de longo prazo. Os estudantes não percebem que eles estão realmente prejudicando o seu próprio aprendizado.”

Misture Seus Assuntos

Você deve pensar que se você quiser aprender uma coisa bem, a melhor coisa a fazer seria sentar e se concentrar nisso por quanto tempo você puder ficar. Mas a pesquisa indica que misturar tarefas e tópicos é uma aposta melhor.
Em um estudo, publicado na Psychological Science em 2008, Kornell e o psicólogo da University of California, Los Angeles, Robert Bjork, PhD, pediram a 120 participantes para aprender os estilos de pintura de 12 artistas, olhando para seis exemplos do trabalho de cada artista. Para metade dos artistas, os participantes viram todas as seis pinturas em uma linha. Para a outra metade dos artistas, eles viram as pinturas em uma ordem misturada. Ao final do experimento, os participantes fizeram uma tarefa de distração (contar regressivamente de três a 547), e então tinham que identificar qual artista tinha pintado uma nova pintura. Os participantes eram significativamente melhores em identificar os artistas cujas pinturas eles tinham estudado em um estilo “entrelaçado” do que artistas cujos quadros eles tinham estudado em blocos.
Porque misturar assuntos ajuda os estudantes a aprender? De novo, como no espaçamento, a chave pode estar na aprendizagem, esquecimento e reaprendizagem que ajuda o cérebro a consolidar a nova informação para o longo prazo.
Outro fator, Bjork diz, poderia ser que a mistura — ele chama isto de “entrelaçamento” — força os estudantes a notar e processar as similaridades e diferenças entre as coisas que eles estão tentando aprender, dando a eles uma compreensão melhor e mais profunda do material.
A despeito das fortes evidências de que o entrelaçamento funciona, pode ser difícil para os professores trabalharem o estilo misturado de ensino em suas aulas, ele diz.
“As pessoas esperam serem ensinadas do modo que estão acostumadas a serem ensinadas,” ele diz. “A maioria dos cursos envolve tópicos divididos em blocos. Se você começar a entrelaçar você vai parecer desorganizado.”
Mas, ele adiciona, estudantes podem trazer o método para suas próprias sessões de estudo.

Teste a si Próprio

A testagem recebe uma má fama: estudantes não gostam de participar de quizzes, professores não gostam de pontuá-los e algumas pessoas lamentam que muitos exames podem forçar os professores a “ensinar o teste” e espremer a criatividade para fora da sala de aula.
Mas feita de maneira correta, a testagem pode ser uma ferramenta útil para ajudar os estudantes a aprender, os pesquisadores dizem. Décadas de pesquisa têm demonstrado que buscar lembrar-se de informações ajuda a fortalecer sua aprendizagem de longo prazo, diz Henry Roediger, PhD, um psicólogo na Washington University em St. Louis, que tem feito algumas das pesquisas centrais na área. Em outras palavras, os estudantes podem não gostar de participar de um quiz no final de cada aula ou testar a si próprios toda vez que eles terminam de ler um capítulo, mas fazer isso provavelmente ajudaria eles a lembrar do material no exame final — e até mesmo depois que a aula terminasse.
Psicólogo na University of Louisville, Keith Lyle, PhD, usou uma audiência cativa — estudantes em suas classes de estatística para graduação — para provar seu ponto. Em uma classe de 75 pessoas, ao final de cada sessão da classe, ele pediu aos estudantes para completar um quiz de resposta curta de quatro a seis questões sobre o material que tinha sido apresentado durante a aula. Cumulativamente, os quizzes contaram por apenas 8 por cento da nota final dos estudantes.
Lyle deu uma segunda aula usando o mesmo currículo, mas não fez os quizzes diários. Ao final do semestre, ele encontrou que os estudantes na classe com quiz se sairam significativamente melhor que os estudantes na classe sem quiz em todos os quatro exames intercalados.
Roediger diz que embora a maioria dos professores não irão usar os quizzes diários em seus cursos, estudantes podem — e deveriam — testar a si próprios perguntando a si próprios perguntas durante as sessões de estudo.
“O problema com a releitura repetitiva, que é o que a maioria dos estudantes faz para estudar, é que isto te da um falso senso de familiaridade. Você sente como se soubesse o material, mas você nunca tentou recuperá-lo,” ele diz.

Tomando a Rota Difícil

Se décadas de pesquisa têm demonstrado que espaçamento, entrelaçamento e testagem ajudam as pessoas a aprender mais eficientemente, então porque mais estudantes e professores não usam estas estratégias? Talvez porque elas são difíceis, diz Kornell, Bjork e outros pesquisadores.
É difícil estudar um tópico, então mudar para um assunto diferente e esperar uma semana para voltar ao primeiro. Quando você fizer, você deve sentir como se estivesse reaprendendo o material — e, em algum sentido, você está.
Pesquisadores da aprendizagem reconhecem que estas estratégias não são fáceis ou divertidas de colocar em prática. Bjork, de fato, tem classificado estas estratégias de “dificuldades desejáveis.” As estratégias funcionam porque elas são difíceis — é o processo de aprendizagem, esquecimento, recuperação e reaprendizagem que eventualmente registra o conhecimento em nossa memória de longo prazo.
“No curto prazo, é mais fácil não [usar estas estratégias], mas no longo prazo, isso vale a pena mil vezes,” diz Kornell.
Colocar o trabalho extra para aprender o material para o longo prazo é particularmente importante para estudantes de graduação, ele diz, porque no momento em que você alcançar a pós-graduação você não está apenas tentando passar em um teste — você está aprendendo coisas que você vai precisar saber lidar para o resto da sua vida de trabalho.
“Uma das mais importantes transições que você faz [no começo da pós-graduação] é perceber que você está ali realmente para aprender, não apenas para conseguir boas notas,” ele diz.

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11 junho 2012

Mantém-te concentrado: música para a mente





Não há qualquer dúvida que a música influencia os humores e motivações. Quer seja para te dar aquela forcinha extra no ginásio ou uma melancolia para libertares umas lagrimitas enquanto estás sozinho ( ou são só as raparigas?), ou até mesmo, ouvir uns clássicos para pores a pista de dança a topo.
Inúmeros estudos concluíram que a música ajuda a concentrar e alguns vão mais longe, dizendo que nos faz mais inteligentes — como “O efeitos de Mozart ,” onde algumas pessoas dizem que ouvir música clássica aumenta o poder cerebral. Agora considerado mito pela generalidade.
Apesar da música não nos fazer mais inteligentes, foi provado que a música clássica, em particular a do período barroco como Antonio Lucio Vivaldi e Johann Sebastian Bach, contém ritmos que imitam o coração humano, criando um sentimento de relaxe. Na realidade, esse ritmo ativa o lado direito e esquerdo do cérebro, permitindo que mais informação seja absorvida. O potencial de aprendizagem aumenta num mínimo de cinco vezes ao som de 60 batidas por minuto, de acordo com oThe Center for New Discoveries in Learning. (Fonte: Laurence O'Donnell para Brain & Mind Magazine.)
Não obstante dos estudos, a música ajuda-me com os meus diversos estados de espírito: feliz, triste, energética, motivada e porque não concentrada? Descobri que ouvir musica sem letra e com uma composição suave e contínua me é mais eficaz. A música com letras ou com alterações mais visíveis tem o efeito contrário.
Se repares nos comentários do vídeo de Mozart que te deixo abaixo, percebes que maioria das suas 23,5 milhões visualizações estão a estudar para exames. Tenho de admitir que esta foi a minha primeira tentativa neste tipo de som e, na verdade, me ajudou a completar e a escrever este artigo. Oportuno, não?



Os resultados dependem largamente do teu gosto pessoal, por isso, é normal a técnica da tentativa erro. A pequena maravilha do YouTubeé uma fonte interminável de opções gratuitas, que podes ouvir enquanto te concentras. Uma outra pérola que encontrei foi uma faixa de Norman Durkee, um compositor de Seattle, que compôs o seguinte clip, “takes you on wondrous musical journeys.”



 


In: Leia mais: http://pt.pokernews.com/noticias/2012/05/mantem-te-concentrado-musica-para-a-mente-9544.htm acessado 11.06.2012
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30 maio 2012

Existem diferenças cerebrais entre os homens e as mulheres?





Prof. Dr. Renato M.E. Sabbatini

Os homens e as mulheres são diferentes, todos sabemos disso.

Porém, além das diferenças anatômicas externas e dos caracteres sexuais primários e secundários, os cientistas sabem também que existem várias outras diferenças sutis na maneira pela qual os cérebros dos homens e das mulheres processam a linguagem, as informações, as emoções, o conhecimento, etc.

Uma das diferenças mais interessantes refere-se à maneira segundo a qual os homens e as mulheres calculam o tempo, estimam a velocidade de objetos, realizam cálculos matemáticos mentais, orientam-se no espaço e visualizam os objetos tridimensionais, e assim por diante. Ao realizar todas essas tarefas, os homens e as mulheres são extremamente diferentes, assim como o são quando seus cérebros processam a linguagem. Isso poderia explicar, afirmam os cientistas, o fato de que existem mais homens matemáticos, pilotos de avião, guia de safari, engenheiros mecânicos, arquitetos e pilotos de Fórmula 1 do que mulheres.

Por outro lado, as mulheres são melhores que os homens em relações humanas, em reconhecer aspectos emocionais nas outras pessoas e na linguagem, na expressão emocional e artística, na apreciação estética, na linguagem verbal e na execução de tarefas detalhadas e pre-planejadas.
Por exemplo, as mulheres normalmente são melhores que os homens em lembrar listas de palavras ou parágrafos (13).

O "pai" da sociobiologia, Edward O. Wilson, da Universidade de Harvard (10), afirmou que as mulheres tendem a ser melhores que os homens em empatia, em habilidades verbais, sociais, e de proteção, dentre outras, enquanto que os homens tendem a ser melhores em habilidades de independência, de dominação, em habilidades matemático-espaciais, nas de agressão relacionada a hierarquia, e outras características.

No início dessas investigações, os cientistas eram céticos quando ao papel dos genes e das diferenças biológicas, dado que o aprendizado cultural é muito poderoso e influente entre os seres humanos. As meninas são mais propensas a brincar de boneca e cooperar entre si do que os meninos, porque assim são ensinadas por seus pais, professores e colegas ou é exatamente o contrário?

No entanto, as diferenças de gênero já se manifestam desde alguns meses após o nascimente, quando a influência social ainda é pequena. Por exemplo, Anne Moir e David Jessel, em seu controverso e admirável livro "Brain Sex" ("O sexo do cérebro") (11), oferecem explicações para essas diferenças precoces nas crianças:

"Essas diferenças discerníveis e mensuráveis do comportamento são programadas muito antes que as influências externas tenham a oportunidade de se manifestar. Elas refletem uma diferença básica no cérebro do recém-nascido que já conhecemos -- a maior eficiência dos homens quanto a habilidades espaciais, a maior habilidade das mulheres quanto à fala."

Agora, após muitas pesquisas cuidadosas e bem controladas, onde o meio-ambiente e a aprendizagem social foram isoladas, os cientistas descobriram que existem uma grande variedade de diferenças neurofisiológicas e anatômicas entre os cérebros dos homens e das mulheres.

O estudo das diferenças cerebrais

Existem hoje uma variedade de métodos neurocientíficos sofisticados que permitem aos cientistas testar diferenças minúsculas entre quaisquer grupos de cérebros. Existem muitas abordagens tornadas possíveis pelo avanço do processamento computadorizado de imagens, como por exemplo, a tomografia (que mostra imagens detalhadas de "fatias" do cérebro):

  1. medidas volumétricas de regiões cerebrais: define-se uma região e o computador, a partir de uma série de fatias, calcula a área daquela região cerebral, e então realiza cálculos de integralização de várias área para calcular seu volume aproximado. A análise estatística de várias amostras pertencentes a cérebros diferentes permite descobrir se existem (ou não) diferenças em volume, espessura, etc.
  2. imagens funcionais: graças ao uso de aparelhos sofisticados tais como o tomógrafo de emissão de pósitrons (o PET) ou o fMRI (Imagens de Ressonância Magnética funcional) ou o Eletroencefalógrafo de Topografia do Cérebro, os pesquisadores são capazes de visualizar em duas ou três dimensões, quais as partes do cérebro são funcionalmente ativadas quando uma tarefa é executada pelos indivíduos testados..
  3. exame post-mortem. Os cérebros de falecidados são retirados e fatiados. As modernas técnicas de análise de imagem são usadas para detectar diferenças quantitativas tais como o número e a forma de neurônio e outras células cerebrias, a área, espessura e voluem das diversas áreas do cérebro etc.


Os cientistas que trabalham na Universidade Johns Hopkins University publicaram recentemente na revista especializada "Cerebral Cortex" (1), a descoberta de que existe uma região no córtex chamado de lóbulo infero-parietal (LIP) que é significativamente maior nos homens do que nas mulheres. Essa área é bilateral e localizada logo acima do nível das orelhas (córtex parietal) .

Além disso, os cientistas da Universidade Johns Hopkins observaram que, nos homens, o lado esquerdo do LIP é maior do que no lado direito. Nas mulheres, a assimetria é exatamente o contrário, embora as diferenças entre os lados esquerdo e direito não sejam tão importantes quanto nos homens. Esta é a mesma área que foi demonstrada ser maior no cérebro de Albert Einstein, assim como de outros físicos e matemáticos. Portanto, parece que o tamanho do LIP está correlacionado com as habilidades mentais em matemática. Os neurologistas suspeitavam da existência de diferenças morfológicas do cérebro desde a época da frenologia (embora esta tenha sido provada ser uma abordagem errada), no século 19. O fim do século 20 testemunha as primeiras provas científicas disso.

O estudo, dirigido pelo Dr. Godfrey Pearlson, foi realizado graças a análise de varreduras de imagens de ressonância magnética de 15 homens e mulheres. Os volumes foram calculados através de um pacote de software desenvolvido pelo Dr. Patrick Barta, um psiquiatra da Universidade Johns Hopkins. Mesmo depois de descartar as diferenças naturais que existem no volume total cerebral entre os homens e as mulheres, ainda permanecia uma diferença de 5% entre os volumes de LIP (o cérebro dos homens é, em média, aproximadamente 10% maior do que as mulheres, mas isso é deivod ao maior tamanho corporal dos homens: um maior número de células musculares implica em um maior número de neurônios para controlá-las).

Em geral, o LIP permite que o cérebro processe informações a partir dos órgãos dos sentidos e ajude na atenção e percepção seletivas ( por exemplo, as mulheres são mais capazes de se concentrar em um estímulo específico, como por exemplo, o choro do bêbê à noite). Os estudos têm relacionado o LIP direito à memória envolvida na compreensão e manipulação das relações espaciais e à capacidade de estabelecer relações entre as partes do corpo. Ele está também relacionado à percepção de nossos próprios sentimentos ou emoções. O LIP esquerdo está implicado na percepção do tempo e do espaço e na capacide de rotação mental de figuras tridimensionais (como por exemplo no famoso jogo de Tetris)

Um estudo anterior do mesmo grupo dirigido pelo Dr. Godfrey Pearlson (9) demonstrou que duas áreas nos lobos frontais e temporais relacionados à linguagem (conhecidos como áreas de Broca e Wernicke, em homenagem a seus descobridores) são significamente maiores nas mulheres, fornecendo assim um motivo biológico para a notória superioridade mental das mulheres relacionada à linguagem.
Utilizando imagens de ressonância magnética, os cientistas mediram os volumes de matéria cinzenta em diferentes regiões corticais de 17 mulheres e 43 homens. As mulheres apresentavam um volume 23% maior (na área de Broca, no córtex prefrontal dorsolateral) e 13% maior (na área de Wernicke, no córtex temporal superior) do que os homens.

Esses resultado foram corroborados mais tarde por outro grupo de pesquisa da Faculade de Distúrbios da Comunicação da Universidade de Sydney, Austrália, que foi capaz de provar essas diferenças anatômicas nas áreas de Wernicke e de Broca (3). O volume da área de Wernicke's era 18% maior nas mulheres, comparado aos homens, e o volume cortical da área de Broca era 20% maior em mulheres do que nos jomens.

Por outro lado, evidência adicionais são obtidas a partir de pesquisa que mostra que o corpus callosum, (corpo caloso) uma grande massa de fibras nervosas conectada a ambos os hemisférios cerebrais, é maior nas mulheres do que nos homens (5), embora essa descoberta tenha sido contestada recentemente.

Em outra pesquisa, um grupo da Universidade de University of Cincinnati, nos Eatados Unidos, Canada, apresentou evidência morfológicas de que enquanto os homens têm mais neurônios no córtex cerebral, as mulheres tem um neuropil mais desenvolvido - isto é, o espaço entre os corpos celulares que contém as sinapses, os dendritos e os axônios, e permite a comunicação entre os neurônios (8). De acordo com a Dra. Gabrielle de Courten-Myers, essa pequisa pode explicar porque as mulheres são mais propensas a demência ( devido à doença de Alzheimer, por exemplo) do que os homens, porque embora ambos percam o mesmo número de neurônio por causa da doença, "nos homens, a reserva funcional pode ser maior, pois existe um maior número de células nervosas, o que poderia prevenir parte das perdas funcionais."

Os pesquisadores realizaram medidas em fatias cerebrais de 17 mortos ( 10 homens e 7 mulheres) tais como espessura do cortex e número de neurônios em diferentes partes do córtex.

Outros pesquisadores, dirigidos pelo Dr. Bennett A. Shaywitz, um professor de Pediatria na Faculdade de Medicina da Universidade de Yale, descobriram que o cérebro das mulheres processam a linguagem verbal simultaneamente nos dois lados (ou hemisférios) do cérebro frontal, enquanto que os homens tendem a processá-la apenas no hemisfério esquerdo. Eles realizaram imagens de tomografia por ressonancia magnética planar funcional de 38 cérebros de indivíduos dextros (19 homens e 19 mulheres). A diferença foi demonstrada em um teste em que os sujeitos deviam ler uma lista de palavras sem sentido e encontram suas rimas (7). É curioso observar que os orientais que usam idiomas escritos baseados em figuras (isto é, os ideogramas) tendem também a utilizar ambos os hemisférios cerebrais, independentemente do gênero.

Embora a maioria dos estudos anatômicos e funcionais realizados até agora tenham se concentrado no córtex cerebral, que é responsável pelas funções cognitivas e intelectuais superiores do cérebro, outros pesquisadores como o Dr. Simon LeVay, têm demonstrado que existem diferenças de gênero em partes mais primitivas do cérebro, como por exemplo o hipotálamo, onde a maioria das funções básicas da vida são controladas, incluindo o controle hormonal através da glândula pituitária. LeVay descobriu que o volume de um núcleo específico do hipotálamo ( terceiro grupo de célulo no núcleo intersticial do hipotálamo inferior) é duas vezes maior em homens heterossexuais do que nas mulheres e nos homossexuais, provocando um debate caloroso sobre a possível existência de uma base biológica da homossexualidade (6). Dr. LeVay escreveu um interessante livro sobre as diferenças do cérebro em função do sexo, entitulado "The Sexual Brain" (6).

Evolução versus Ambiente

Qual o motivo para essas diferenças de gênero em estrutura e função?

Segundo a Society for Neuroscience, a maior organização professional da área, a evolução é que confere sentido a isso. "Em épocas muito antigas, cada sexo tinha uma papel muito definido que ajuda a assegurar a sobrevivência da espécie. Os homem da caverna caçavam. As mulheres da caverna recolhiam comida perto de casa e cuidavam das crianças. As áreas do cérebro podem ter sido desenvolvidas para permitir que cada sexo realizasse suas tarefas". O Prof. David Geary, da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, um pesquisador do campo das diferenças de gênero, pensa que "em termos evolutivos, o desenvolvimento de habilidades navegacionais pode ter tornado os homens mais capacitados para o papel de caçador, enquanto que o desenvolvimento pelas mulheres de preferências por marcos espaciais pode ter capacitado-as para cumprir suas tarefas de coletoras de alimento perto de casa." (2) A vantagem das mulheres relativa às habilidades verbais também pode fazer sentido em termos evolutivos. Enquanto que os homens tem força corporal para competir com outros homens, as mulheres usam a linguagme para conseguir vantagens sociais, através da argumentação e persuasão, afirma Geary.

A autora Deborah Blum, que escreveu "Sex on the Brain: The Biological Differences Between Men and Women" (12), ("O sexo no cérebro: as diferenças biológicas entre homens e mulheres") transmitiu as tendências atuais quanto ao uso de motivos evolutivos para explicar vários dos nossos comportamentos. Ela afirma: "O enjôo matinal, por exemplo, que faz com que algumas mulheres afastem-se de cheiros e sabores fortes, pode ter protegido, em tempos idos, os fetos no útero contra subtâncias tóxicas. A infidelidade é uma maneira pela qual os homens asseguram a imortalidade genética. É interessante notar que, quando mudamos deliberadamente nosso comportamento de papel social -- nossos hormônios e até mesmo os cérebros respondem transformando-se também."

Durante o desenvolviemento do embrião no útero, os hormônios circulantes tem um papel muito importante na diferenciação sexual do cérebro. A presença de andrógenos no início da vida, produzem um cérebro "masculino". Ao contrário, acredita-se que o cérebro "feminino" se desenvolva por um mecanismo de ausência hormonal, a falta de andrógeno. Mas, as descobertas recentes demonstraram que os hormônios ovarianos também desempenham um papel fundamental na diferenciação sexual.

Uma das evidências mais convincentes do papel dos hormônios, tem sido demonstrada graças ao estudo de meninas expostas a elevados níveis de testosterona no período da gravidez, pois suas mães tinham hiperplasia adrenal congênita (4). Essas meninas parecem ter uma melhor consciência espacial do que outras meninas e apresentam maior tendência a mostrar, quando criança, um comportamento turbulento e agressivo, muito parecido com o dos meninos.

Fatos e Preconceitos

Essas diferenças, porém, implicam em uma relação de superioridade/inferioridade entre os homens e as mulheres?

"Não", afirma o Dr. Pearlson. "Afirmar isso signfica dizer que os homens são automaticamente melhores em algumas coisas do que as mulheres é uma atitude simplista. É fácil encontrar mulheres que são extraordinárias em matemática e física e homens que são excelentes em habilidades de linguagem. Somente quando examinamos uma população muito grande e investigamos tendências pequenas porém significativas podemos ver as generalizações. Existem muitas exceções, mas há também uma pitada de verdade, revelada pela estrutura cerebral, que acreditamos estar subjacente a algumas das maneiras pelas quais as pessoas caracterizam os sexos."

O Dr. Courten-Myers acrescenta: "O reconhecimento de maneiras -- específicas ao gênero -- de pensar e sentir, tornadas ainda mais críveis dadas essas diferenças bem estabelecidas, poderia ser benéfico para a melhora de relações interpessoais. Porém, a interpretação dos dados também pode trazer abuso e prejuízo se qualquer um dos gênero tentar construir evidências para a superioridade do homem ou da mulher baseadas nessas descobertas."

A conclusão é que as neurociências realizaram grandes avanços na década de 1990 quanto a descoberta de diferenças concretas e cientificamente comprovadas entre os cérebros dos homens e das mulheres. Embora esse conhecimento poderia teoricamente ser usado para justifica a misoginia e preconceito contra as mulheres, felizmente isso não tem acontecido. Na verdae, esse novo conhecimento pode ajudar os médicos e cientistas a descobrir novas maneiras de explorar as diferenças cerebrais para o tratamento de doenças, para personalizar a ação de medicamentos, para utilizar diferentes procedimentos cirúrgicos, etc. Afinal de contas, os homens e mulheres diferem apenas quanto ao cromosso Y, mas isso tem um impacto real sobre tantas coisas, inclusive a dor, os hormônios, etc.

Para conhecer mais

Sabbatini, R.M.E.: The PET Scan: A New Window Into the Brain
Gattass, R.: Thoughts: Image Mapping by Functional Nuclear Magnetic Resonance
Cardoso, S.H.: Why Einstein Was a Genius?
Sabbatini, R.M.E.: Paul Broca: Brief Biography
Sabbatini, R.M.E.: Topographic EEG

Referências

  1. Frederikse, M.E., Lu, A., Aylward, E., Barta, P., Pearlson, G. Sex differences in the inferior parietal lobule. Cerebral Cortex vol 9 (8) p896 - 901, 1999 [MEDLINE].
  2. Geary, D.C. Chapter 8: Sex differences in brain and cognition. In "Male, Female: the Evolution of Human Sex Differences". American Psychological Association Books. ISBN: 1-55798-527-8 [AMAZON].
  3. Harasty J., Double K.L., Halliday, G.M., Kril, J.J., and McRitchie, D.A. Language-associated cortical regions are proportionally larger in the female brain. Archives in Neurology vol 54 (2) 171-6, 1997 [MEDLINE].
  4. Collaer, M.L. and Hines, M. Human behavioural sex differences: a role for gonadal hormones during early development? Psychological Bulletin vol 118 (1): 55-77, 1995 [MEDLINE].
  5. Bishop K.M. and Wahlsten, D. Sex differences in the human corpus callosum: myth or reality? Neuroscience and Biobehavioural Reviews vol 21 (5) 581 - 601, 1997.
  6. LeVay S. A difference in hypothalamic structure between heterosexual and homosexual men Science. 253(5023):1034-7, 1991 [MEDLINE].
    See also: LeVay, S.: "The Sexual Brain". MIT Press, 1994 [AMAZON]
  7. Shaywitz, B.A., et al. Sex differences in the functional organisation of the brain for language. Nature vol 373 (6515) 607 - 9, 1995 [MEDLINE].
  8. Rabinowicz T., Dean D.E., Petetot J.M., de Courten-Myers G.M. Gender differences in the human cerebral cortex: more neurons in males; more processes in females. J Child Neurol. 1999 Feb;14(2):98-107. [MEDLINE]
  9. Schlaepfer T.E., Harris G.J., Tien A.Y., Peng L., Lee S., Pearlson G.D. Structural differences in the cerebral cortex of healthy female and male subjects: a magnetic resonance imaging study. Psychiatry Res. 1995 Sep 29;61(3):129-35 [MEDLINE].
  10. Wilson, E.O. - "Sociobiology". Harvard University Press, 1992 [AMAZON].
  11. Moir A. and Jessel D. - "Brain Sex". 1993 [AMAZON] See also: Excerpts from the book
  12. Blum, D. - "Sex on the Brain: The Biological Differences Between Men and Women". Penguin, 1998 [AMAZON]
  13. Kimura, D. - "Sex and Cognition". MIT Press, 1999 [AMAZON]
O Autor









Renato M.E. Sabbatini é doutor em neurofisiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto. Realizou pesquisas como cientista convidado e para o seu pós-doutorado no Instituto Max Planck de Neurobiologia em Munique, Alemanha. Atualmente é coordenador de Informática Médica e professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP. Dentre suas inúmeras atividades, destaca-se também a de editor associado e presidente do conselho editorial da revista on-line "Cérebro & Mente".
Email: sabbatini@nib.unicamp.br


In: http://www.cerebromente.org.br/n11/mente/eisntein/cerebro-homens-p.html, acessado dia 30.05.2012
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29 maio 2012

Para ler, tocar e sentir


Jairo Marques – Assim como Você 

Sempre digo que o mundo ideal é aquele feito para todos. Que todos os lugares e coisas estejam pensadas e preparadas para receber o diverso. Fico todo pimpão       quando me deparo com iniciativas que buscam olhar com bastante carinho (ai, que mimoso ) e possibilitam uma inclusão efetiva das pessoas sem braços, sem pernas, que puxam cão-guia.

Uma série de livros – a Coleção Adélia - tem tentado vencer esse desafio e integrar, em uma só publicação, as necessidades de quem vê e de quem não vê. São livros que inovaram na leitura em braile, com um método 100% inclusivo... aêeeeeeeeee!!!!!



As responsáveis pelo projeto – viabilizado pela Lei Rouanet – são Lia Zatz (texto). Luise Weiss (ilustrações) e Wanda Gomes (Design gráfico). O novo é que o método permite que um livro publicado para deficientes visuais seja lido e manuseado, com alta qualidade de leitura, por pessoas com e sem deficiência ao mesmo tempo.

O livro “Adélia esquecida” – o segundo da série – explora as texturas dos objetos, de forma visual e tátil. Por exemplo, leitor poderá sentir a trama da malha de lã de Adélia, o zíper da sua roupa. Além de cheiros, como aromas de couro e do jardim da casa personagem. Todos os elementos gráficos do livro foram trabalhados para que ele fosse bacana de forma visual, tátil e olfativa. (huuuuuummm)





Outra coisa é que a impressão em braile não fura o papel. E isso permite tiragens maiores e qualidade de impressão para quem vê e quem não vê... fala aí se não é legalpracaramba.com.br????? Pôxa, fico pensando que legal a criança que tem um livro desses e pode emprestar pro amiguinho que é cego e vice-versa... quer integração maior?





Temos para fornecer a série de livros da Adélia em expansao@expansao.com








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28 maio 2012

Seis habilidades dos pensadores estratégicos

Embora o texto abaixo tenha sido elaborado para pessoas que trabalham em estratégia de empresa, gerentes, diretores, achamos que as estratégias ou habilidades sugeridas são valiosas para todas as pessoas, sejam elas profissionais autônomos, pessoas desempregadas, cuidadores do lar, profissionais dos mais variados segmentos. Curto prazo é uma visão do agora, do já, mas a nossa vida é uma fórmula que não pode ser traduzida em uma equação de um só tempo. Somos a soma do passado, com o presente, cujo resultado final não serão números positivos, ou negativos, primos ou fracionados, ou complexos.É o nosso futuro. Há que buscar uma um resultado diferente do habitual. Por isso reproduzimos o texto abaixo, considerando que sucesso é o seu bem-estar, a sua felicidade.

Pessoal,

o cotidiano de um gerente é cheio de tentações que o atraem para lidar apenas com atividades de curto-prazo ou micro-atividades. Elas parecem ser mais urgentes e concretas, no entanto, tal atitude pode acarretar vários riscos a perenidade de sua empresa. Em uma economia onde o consumidor é quem possui maior poder de negociação, o acompanhamento da mudança nas necessidades de seus clientes passa a ser vital para a existência da sua empresa. E, cada vez mais, a velocidade das mudanças é maior.

Diante de tal realidade, cresce a importância das habilidades relacionadas ao pensar estrategicamente. Inspirado em um artigo do professor Paul Schoemaker que li recentemente, apresento seis habilidades que, na minha opinião, os líderes devem desenvolver se quiserem pensar estrategicamente suas empresas:

- Antecipe: Vale a máxima “É melhor previnir do que remediar”. Pensar apenas no cotidiano pode leva-lo a não enxergar movimentações de seus concorrentes o que deixa sua empresa vulnerável para perda de mercado. Nesse sentido, é preciso acompanhar a mudança nas necessidades de seus clientes e como eles utilizam os produtos. Procure olhar de forma conceitual para as necessidades de seus clientes, pois, como diria Peter Drucker, o que seu cliente precisa não é de uma furadeira, mas sim de um furo na parede;

- Pense criticamente: O chamado senso-comum é na maioria das vezes baseado no olhar que as pessoas tem sobre o passado, naquilo que deu certo até agora. Pensar criticamente ajuda você a olhar com mais carinho para dados que são desprezados pela grande maioria. Esses dados fazem com que você comece a enxergar problemas ou soluções futuras ainda na fase de concepção, possibilitando a antecipação e uma melhor preparação para a mudança que está por vir. Procure desafiar crenças e mentalidades atuais, inclusive as suas e, principalmente, não se deixe manipular por PRÉ-CONCEITOS;

- Interprete: Sempre há uma tentação pela solução rápida. Muitas pessoas sentem-se angustiadas porque tem a percepção de que nossas vidas estão muito corridas. Precisamos, desesperadamente, afastarmo-nos um pouco para refletir com calma sobre nossas próprias experiências. Afinal de contas, ninguém entende o significado de suas experiências sem reflexão. Explore diversas opções, dê meia volta e tente outra quando a primeira não funcionar;

- Decida: Não se deixe paralisar pela análise. Vivemos em um mundo cada vez mais complexo e, devido a essa alta complexidade, existem muitas variáveis a serem consideradas em qualquer processo. Nenhuma decisão considerará todas as variáveis e nenhuma decisão conseguirá agradar a todos, mas a ausência de decisão e ação é meio caminho andado para o fracasso de um projeto ou de uma empresa;

- Alinhe: Consenso total é utopia. Também não se deixe levar pela maioria, afinal de contas, como disse em post anterior, se a maioria tivesse razão sempre, nenhuma eleição poderia ser contestada. Isso não significa que você não deva promover o diálogo aberto, mas sim que você deve procurar entender os motivos de cada pessoa que participa do processo do debate de ideias, entender seus vieses e procurar agir de forma integrar os diversos pontos de vista apresentados;

- APRENDA: A mais importante de todas as habilidades. Entenda que o sucesso e, principalmente, o fracasso são fontes abundantes de aprendizado. Utilize o erro como instrumento pedagógico e não como instrumento de punição. Não se trata de tentar para errar e depois aprender, mas sim de tentar e, se errar, aprender com o erro. Não existe inovação sem assumir riscos e assumir riscos é saber que erros podem acontecer, a diferença está em como aprendemos com nossos erros. Nesse sentido, o papel do líder é de criar ambiente propício para que as pessoas sintam-se confiantes para arriscar e orientar os membros da equipe a aprender com os erros cometidos
Pensar estrategicamente é como se enxergássemos nossas empresas como uma tapeçaria tecida a partir dos fios da reflexão, análise, visão de mundo, colaboração e proatividade, todos unidos pelo fio da integridade social. Afinal de contas, empresas são abstrações. O que vale, de verdade, são as pessoas dentro delas. Empresas são redes interativas, não hierarquias verticais. Empresas são redes sociais tecidas e integradas pelos fios do conhecimento.

@blogdomarcelao


Fonte: HSM Online
 
In: http://atalhocognitivo.blogspot.com.br/2012/05/6-habilidades-dos-pensadores.html#!/2012/05/6-habilidades-dos-pensadores.html, acessado dia 28 de maio de 2012
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