26 setembro 2013

Os surdos enquanto minoria linguística


O texto abaixo do blog "LIBRAS a poesia com as mãos", escrito por Loise Costa é de 2011, mas continua muito atual pois há ainda muito desconhecimento do aprendizado linguístico dos bebes e crianças surdas.




"Não se tem registro de quando os homens começaram a desenvolver comunicações que pudessem ser consideradas línguas. Hoje a raça humana está dividida nos espaços geográficos delimitados politicamente e cada nação tem sua língua ou línguas oficiais como por exemplo, o Canadá que possui a língua inglesa e a francesa. Os países que possuem somente uma língua oficial são politicamente monolíngües, os que possuem duas são bilíngues e os que possuem mais de duas, multilíngües. 
Mas em todos os países, existem minorias lingüísticas que por motivo de etnia e/ou emigração mantém suas línguas de origem, embora as línguas oficiais dos países onde estas minorias coabitam ou politicamente fazem parte sejam outras. Este é o caso das tribos indígenas no Brasil e nos Estados Unidos e dos imigrantes que se organizam e continuam utilizando suas línguas de origem, como nos Estados Unidos e na França. 
Os indivíduos destas minorias geralmente são discriminados e precisam se tornar bilíngues para poderem participar das duas comunidades. Pode-se falar do bilinguismo social e individual, o primeiro é quando uma comunidade por algum motivo precisa utilizar duas línguas, o segundo é a opção de um indivíduo para aprender outra língua além da sua materna. 
Geralmente os membros das minorias linguísticas se tornam indivíduos bilíngues por estarem inseridos em comunidades linguísticas que utilizam línguas distintas. Em todos os países os Surdos são minorias linguísticas como outras, mas não devido a imigração ou à etnia, já que a maioria nasce de famílias que falam a língua oficial da comunidade maior, a qual também pertencem por etnia; eles são minoria linguística por se organizarem por associações onde o fator principal de integração é a utilização de uma língua gestual-visual por todos os associados. 
Sua integração está no fato de terem um espaço onde não há repressão de sua condição de Surdo, podendo se expressar da maneira que mais lhes satisfazem para manterem entre si uma situação prazerosa no ato da comunicação. Quando imigrantes vão para outros países formando guetos a língua que levam geralmente é a língua oficial da sua cultura, sendo respeitada enquanto língua no país onde imigram, mas as línguas dos Surdos por serem de outra modalidade - gestual-visual - e por serem utilizadas por pessoas consideradas "deficientes" por não poderem na maioria das vezes expressarem-se como ouvintes eram desprestigiadas e até bem pouco tempo proibidas de serem usadas nas escolas e em casa de criança surda com pais ouvintes. 


Este desrespeito fruto de um desconhecimento gerou um preconceito e pensava-se que este tipo de comunicação dos surdos não poderia ser língua e se os surdos ficassem se comunicando por "mímica" eles não aprenderiam a língua oficial de seu país. Mas as pesquisas que foram desenvolvidas nos Estados Unidos e na Europa mostraram o contrário. 
Se uma pessoa surda puder aprender a língua de sinais da sua comunidade surda à qual será inserida, ela terá mais facilidade em aprender a língua oral-auditiva da comunidade ouvinte a qual também pertencerá porque nesse aprendizado que não pode ouvir os sons que emite, ela já trará internalizado o funcionamento e as estruturas linguísticas de uma língua de sinais a qual pôde receber em seu processo de aprendizagem um feed-back que serviu de reforço para adquirir uma língua por um processo natural e espontâneo. 
Isso ocorre porque todas as línguas se edificam a partir de universais linguísticos  variando apenas em termos de sua modalidade (oral-auditiva ou gestual-visual) e suas gramáticas particulares, transformando-se a cada geração a partir da cultura da comunidade linguística que a utiliza. 
Daí é preconceito e ingenuidade dizer hoje que uma língua é superior a qualquer outra já que ela enquanto sistemas linguísticos independem dos fatores econômicos ou tecnológicos, não podendo ser classificadas em desenvolvidas, subdesenvolvidas ou ainda primitivas. As línguas se transformam a partir das comunidades lingüísticas que a utilizam. 
Uma criança surda precisará se integrar a Comunidade Surda de sua cidade para poder ficar com um bom desempenho na língua de sinais desta comunidade. Como os surdos estão em duas comunidades precisam manter esse bilingüismo social e uma língua ajuda na compreensão da outra."

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02 setembro 2013

"A trajetória de uma mãe especial."


Enriquecimento de informações, troca de experiências, de sentimentos, de aprendizados.Os familiares na internet têm revolucionado essa oportunidade. Com seus relatos em seus posts eles ofertam valiosos conhecimentos, que só mesmo eles podem fazer enquanto pais de crianças com deficiências.  Mais uma vez, com muito prazer e entusiasmo, trazemos um post da Mari Hart, do seu blog. : http://contosmamaepolvo.blogspot.com.br

"Desde o nascimento do Leo, há 6 anos, mergulhei nas profundezas do mundo das mães "especiais". Conheci muitas histórias, fiz grandes amigas que levarei para a vida toda. Mas nesses anos, percebi que muitas vezes estou sozinha em certas questões, com uma linha de pensamento bem diferente da maioria, principalmente qdo se trata de terapias e da relação com meu pequeno PC. Sempre que alguma mãe vem me perguntar sobre certos assuntos, eu já começo respondendo: "Não sou a pessoa mais adequada para conversar sobre isso, penso bem diferente de quase todas." Sim, pq muitas vezes o que tenho a dizer não é o que pessoa gostaria ou espera ouvir, então prefiro me calar. Ou ao menos avisar antes e perguntar: "Tem certeza que quer saber o que acho!?" Nem todos estão preparados para ouvir. Mas não ela.

Quando conheci a Antônia, mãe do Lucas pessoalmente, batemos um papo sobre tudo isso e finalmente me encontrei. Eu pensava: "Enfim conheci alguém que pense como eu!" Antônia além de uma mãe empreendedora, é escritora e pedagoga, e elaborou apostilas voltada para a alfabetização de crianças especiais, e acredito tanto em seu trabalho, que Leo comçou a usar uma delas. E para mim, a resposta de que podemos sim estar no caminho certo, mesmo nadando contra a maré, é olhar seu filho Lucas, hoje um pré- adolescente. Tive a oportunidade de estar com ele, abraçar, e até dar biscoito em sua boca, um privilégio para mim! Pq o Lucas é um moleque incrível e apaixonante, e se um dia meu Leo for metade do que ele é hoje, certamente serei a mãe mais feliz do mundo! A história deles, vcs podem conhecer pelo livro que tb já tive a chance de ler "A trajetória de uma mãe especial", mas ela mesma conta aqui para vocês um pouco desse caminho até aqui.

Hoje tem 'Guest Post'! 

E com vocês, a Antônia Yamashita. Esposa do Fábio, mãe do Lucas e do Victor. Essa família me emociona sempre, é gente que faz, e não ficam de braços cruzados esperando a vida passar. Basta entrar no site www.maeespecial.com.br e vcs saberão pq! Convido todos vocês a mergulharem nesta história junto conosco!" (Mari Hart)

Por Antônia Yamashita.

"Me chamo Antônia, fui mãe pela primeira vez aos 18 anos. Quando soube da gravidez fiquei muito feliz e queria ter um menino. Aos quatro meses de gestação fiquei sabendo que meu desejo seria realizado e escolhi o nome Lucas para ele. Aos seis meses de gestação rompeu minha bolsa e meu filho nasceu prematuro indo direto para a UTI neonatal. Apesar de toda cautela com que a equipe médica se referia a meu filho tentando me deixar ciente de que sua sobrevivência era incerta eu sabia que ele ficaria comigo, que eu seria mãe dele por um longo tempo. Porém minha pouca idade e experiência de vida não me permitiu saber que meu filho não seria como eu havia sonhado durante todo o tempo da gestação. 

As dificuldades em cuidar dele estavam claras desde os primeiros dias de vida. Eram muitos aparatos para garantir sua sobrevivência e dia após dia eu recebia uma notícia triste em relação a ele. Nem sei dizer qual foi a pior delas mas pela falta de conhecimento me afetavam menos do que deveriam. Na época eu já sofria demais com tudo o que lhe acontecia, pensar em consequências futuras nem me passava pela cabeça e seria até demais para mim naquele momento. Eu perguntava para os médicos: Quando é que isso tudo vai acabar?

Quando ele recebeu alta da UTI neonatal, três meses depois do seu nascimento, eu pensava que finalmente tudo seria resolvido mas depois de apenas um mês que estava em casa voltou para a UTI. A partir de então nossa vida tomou um novo rumo e tivemos dias de extrema dificuldade. Dias em que implorava a Deus por uma mudança no sentido de melhorar nossa vida. Dias em que se eu pudesse teria desistido de tudo, preferia não viver a continuar daquela maneira. Como infelizmente acontece com a maioria dos pais de crianças com deficiência eu e o pai dele nos separamos e tinha que cuidar sozinha de um filho com muito comprometimento motor e uma saúde fragilizada. Era demais para mim. 

As constantes idas a hospitais, convulsões a qualquer hora do dia, choros e gritos de dor sem que os próprios profissionais da área da saúde conseguissem diagnosticar e consequentemente tratar. Apesar das minhas limitações psicológicas em lidar com aquela situação com 19, 20 anos, no fundo tinha muita fé e acreditava que seria possível uma transformação em nossas vidas e ela começou a acontecer com a aproximação do pai. Lembro que foi no dia em que Lucas havia ido passar o fim de semana com ele que morava com sua mãe. Era um sábado, tinha ido dormir na casa de uma amiga e meu celular tocou as 06:00h. Quando vi que era da casa de seu pai já imaginei que ele estava tendo uma crise de convulsão. E era mesmo. Orientei para que o levassem o mais rápido ao pronto socorro e os encontrei lá. Aquele dia ficamos o dia inteiro juntos e ele se reaproximou. Permiti e quando chegou a hora de voltarmos para nossa casa ele foi conosco, aprendeu o caminho, acabou voltando e por fim ficando... Isso aconteceu no ano de 2004. 

Pouco tempo depois engravidei novamente, tivemos nosso segundo filho, mais um menino, que até hoje apronta muito junto com o Lucas. Até aquela época eu era a mãe do Lucas e dona de casa. Mas no ano de 2006 fiz o lançamento de um livro contando nossa história, que foi escrito por acaso, já que não escrevia com intenção de publicar mas apenas de desabafar. Fabio, pai do Lucas foi meu primeiro leitor e foi graças a sua insistência que decidi publicá-lo. Em seguida foi convidada a dar palestras para educadores para que conhecessem mais a rotina da família de um aluno com deficiência, depois vieram os pais e falei para eles também sobre a importância de tratar nossos filhos com igualdade, de sairmos para a rua com eles, de lutar por nossos direitos e fazer valer a pena nossa vida e nossa "estada" por aqui. 

Me formei em pedagogia em 2011 escrevi  outros livros, criei produtos e fiz vários trabalhos na área de inclusão. Hoje tenho uma empresa e atuamos como instituição também. Amo meu trabalho e faço com maior prazer porque sei que dele se beneficia meu filho e muitas outras pessoas. Quando Lucas nasceu, teve anoxia, hemorragia cerebral grau IV. hidrocefalia e meningite bacteriana. Como sequelas, teve paralisia cerebral tipo tetraparesia. Ele mexe todos os membros mas não tem muito controle sobre eles, portanto é total dependente para todas as atividades diárias. Tem refluxo gastro esofágico, epilepsia, usa uma válvula na cabeça para drenar o líquor por conta da hidrocefalia, tem bexiga neurogênica e refluxo vésico ureteral. Já perdeu parte do rim direito e fazemos acompanhamento constante para prevenir uma insuficiência renal.

Fez reabilitação em uma instituição renomada dos nove meses de vida até os cinco anos. Desde então eu cuido dele em casa com orientação de vários profissionais. Até o ano de 2006 vivíamos em hospitais e ele tomava sete tipos diferentes de medicações. Era uma criança sonolenta, com muito inchaço e um vocabulário pobre. Hoje está com apenas quatro medicações e doses bem baixas. Faz seis anos que não tem uma convulsão e raramente vamos ao hospital. Está estudando em escola regular estadual e teve um grande avanço cognitivo. A fala também melhorou e diz cada frase que nos surpreende.  

Como podem ver, mudanças são sempre possíveis por mais que tudo pareça ao contrário. Acreditar é o primeiro passo e a ação é o que te impulsiona a conquistar o que deseja. Hoje acredito que qualquer coisa é possível mas tenho consciência de que nada acontece como mágica, tudo precisa ser conquistado e o preço na maioria das vezes é alto mas devo dizer também que compensa cada gotinha de esforço. 

Quero que saibam que o tratamento na instituição de reabilitação foi fundamental na vida de Lucas mas tão importante quanto, foram os momentos de lazer e descanso que proporcionamos para ele. Não basta que as crianças com deficiência evoluam, é preciso também que eles sejam felizes. E para isso é fundamental que tenham pais alegres, portanto não vejo que doar-se a criança em tempo integral seja saudável. A pessoa que cuida daquela criança precisa estar bem, também e se para isso for necessário um tempo para si mesmo, dê-se esse tempo sem culpa. Esse é um resumo da nossa receita. E garanto-lhes que nunca fui tão feliz em toda minha vida. Hoje, ao contrário do que já aconteceu um dia, eu agradeço a Deus pela vida de Lucas e por ele ser do jeito que é. 

Que todos encontrem seu caminho, que descubram a fórmula certa para sua felicidade, seja fazendo uso do que outros pais já usaram ou criando sua própria receita.
Um grande abraço, cheio de alegria, amor e paz. "





Obrigada à Antônia por dedicar seu tempo e atenção escrevendo para os leitores do "Diário de uma mãe polvo!".
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30 agosto 2013

Cresça na carreira protegendo o seu cérebro







"Até não muito tempo atrás, era comum pensar que o cérebro humano estava fadado a se deteriorar com o passar do tempo, e não havia muito que se fazer a respeito. Com o descobrimento da neuroplasticidade, vimos que o nosso cérebro muda e se adapta aos estímulos recebidos, assim como nossos músculos. A todo o momento, novos neurônios nascem no cérebro e onde eles ficarão ou quanto tempo sobreviverão depende apenas de como você vai usá-los.

Já existem vários estudos revelando maneiras de se proteger o cérebro contra o surgimento do Alzheimer e outras formas de comprometimento cognitivo ao longo da vida. Por coincidência, muitas delas também podem lhe ajudar a turbinar sua carreira profissional. Então, vamos ver a seguir uma seleção das principais dicas:

1. Nunca pare de aprender. As últimas pesquisas demonstram de maneira conclusiva que, quanto mais alto for o nível de educação de uma pessoa, menor a chance de sofrer declínio cognitivo, condição precursora do Alzheimer. Se você criar o hábito de aprender novas habilidades ao longo da sua carreira, não só ficará mais competitivo no mercado de trabalho, quanto fará um tremendo favor para seu cérebro.



2. Faça uma imersão em outra cultura. Especialmente, aprenda outro idioma. Com os negócios se tornando cada vez mais internacionais, além dos diversos eventos que o Brasil sediará nos próximos anos, é importante saber falar inglês e espanhol. Porém, se quiser maiores resultados para seu cérebro, escolha idiomas como o russo, mandarim ou árabe, cujos alfabetos os tornam muito mais desafiadores. Se possível, encare trabalhos no exterior. Além de diferenciar seu currículo dos demais, a exploração e adaptação em novos lugares o forçam a ficar mais atento ao ambiente, o que é um ótimo exercício cerebral.

3. Busque tarefas desafiadoras. O objetivo é se expor a coisas novas e a níveis de dificuldade elevados, para que a tarefa nunca se torne fácil ou rotineira, ou seja, tem que sair da zona de conforto. A variedade é tão importante quanto o desafio. Estudos indicam que a especialização excessiva não é a melhor estratégia para a manutenção da saúde do cérebro no longo prazo.


4.Gerencie o estresse. O estresse excessivo, independente de ser induzido por fatores externos ou pelos próprios pensamentos, mata os neurônios e evita a formação de novos. Exercícios físicos, meditação e até uma boa risada ajudam a proteger o cérebro da devastação causada pela pressão excessiva. Tirar umas férias de verdade de vez em quando também é uma arma comprovada contra o estresse.

5.Tenha muitos amigos. Uma rede vasta e diversificada de amigos é uma vantagem enorme quando se quer mudar de emprego ou contratar a pessoa certa, mas acontece que também faz bem para o cérebro. Pesquisas indicam que interagir regularmente com uma diversidade de pessoas em conversas estimulantes contribui para o aumento do desempenho cerebral e das reservas cognitivas.

6. Pratique exercícios para o cérebro. Diversos estudos sugerem que o treinamento cognitivo pode não apenas melhorar seu desempenho profissional, como também a atitude perante o trabalho e a avaliação positiva dos seus superiores. Escolha um programa desenvolvido para treinar suas habilidades cerebrais que ofereça variedade e desafio crescente."



Fonte:

Fernandez, Goldberg e Michelon, The SharpBrains Guide to Brain Fitness, SharpBrains Incorporated, 2a edição,  Abril 2013.

Wagner e outros, Does a cognitive-training programme improve the performance of middle-aged employees undergoing in-patient psychosomatic treatment?, Disability and Rehabilitation, Volume 30, Number 23, 2008, pp. 1786-1793(8).

Texto copiado do site Cérebro Melhor In: http://www.cerebromelhor.com.br/noticias.asp, acessado em 30.08.2013

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10 julho 2013

23 Anos Inovando em Tecnologia Assistiva - Expansão

by Gisleine Martin Philot*


Hoje comemoramos 23 anos de existência.
Nossa data de nascimento enquanto empresa juridicamente.

De fato, também nascemos como projeto de empresa no começo de julho de 1990. Foi no dia 10 daquele ano que elegemos Expansão como a denominação mais compatível com nossos sonhos e objetivos.

Hoje em dia fala-se em Missão e Visão. Mais do que a Missão de buscar continuadamente expandir possibilidades para aqueles que têm dificuldades, sempre inovando, a  Visão da empresa tem sido o denominador comum de todas as demais empresas descrita em livros:  “um sonho de longo prazo, que é, essencialmente, algo que nunca será atingido. As Visões com mais efeito são aquelas que criam inspiração e esta inspiração é normalmente: querer mais, melhor e maior”

Então nossa Visão, não busca os advérbios de intensidade pela superioridade, e sim por imperativo, por espírito insatisfeito e crédulo, que busca romper sempre seus próprios rótulos, paradigmas e buscar alternativas, no presente e futuro próximo.

Nossa história de sobrevida, nos fala de todas as nossas lutas e enormes conquistas. Enquanto empresa não somamos conquistas como patrimônios ao nosso balanço comercial. Somamos centenas de milhares e milhares de vidas modificadas com nossos dispositivos assistivos.

Enquanto empresa que almeja o crescimento e aprimoramento de todos os seus colaboradores, parceiros comerciais e clientes, também buscamos o lucro com responsabilidade, e isso é traduzido no nosso imediatismo, que  é atender com aquilo que temos de  muito melhor – e aqui o advérbio é com grau superlativo analítico.

O que temos de muito melhor? O nosso conhecimento e a nossa continuada busca por aprender somados a nossa inspiração: a crença de que todos temos muitas dificuldades. E que a vida nos oferece um patrimônio imenso de possibilidades.

Fomos presenteados em 2012 com o Premio FINEP de Inovação região Sudeste.Por via de regra nossa missão é inovar sempre.

Então estamos em inovação!



*Terapeuta Ocupacional
Consultora Internacional em Tecnologia Assistiva
Diretora Terapêutica

   
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25 junho 2013

Cientista quer vender barata-ciborgue por $99 - para ensinar Neurociências

Com informações da BBC - 13/06/2013




Um projeto lançado para criar "baratas ciborgues", controladas por celular, será lançado esta semana em uma conferência de tecnologia, entretenimento e design na cidade de Edimburgo, na Escócia.
Um dos lançamentos mais aguardados do evento TEDGlobal, especializado em novas tecnologias, é a chamada barata-robô, ou "RoboRoach" (em referência acockroach, barata em inglês).
O inseto ciborgue é uma criação do neurocientista Greg Gage, que afirma que o objetivo da criação dos insetos ciborgues é didática, estimulando estudantes a se interessar por neurociências.
Mas, como a ideia é colocar o kit ciborgue a venda pela internet - o preço sugerido é de US$99,00 - a proposta também está sendo alvo de críticas.
Brincando de neurocientista
Para ser "adaptada", a barata viva recebe uma espécie de mochila, com ligações diretas para os neurônios de suas antenas, que enviam informações para o cérebro por meio de impulsos elétricos.
Segundo Gage, o inseto é submetido então a uma pequena cirurgia com anestesia para conectar os fios às antenas.
Os movimentos dos insetos podem então ser controlados por uma conexãobluetooth, através de um computador ou de um telefone celular.
"Não é apenas um truque. Usamos a mesma técnica empregada para tratar o mal de Parkinson e os implantes cocleares (auditivos)", explica Gage. "O objetivo é criar uma ferramenta para aprender como o cérebro funciona."
O kit de materiais - que inclui as mochilas removíveis, baterias, eletrodos e baratas - destina-se principalmente a escolas do ensino médio.
"É um jeito de entender as propriedades dos neurônios e de aplicar o pensamento crítico à maneira como eles trabalham", diz ele. Segundo o site da empresa, o kit permite que todos se transformem em neurocientistas.
Desconstruindo insetos
Gage afirmou que o lado ético de se trabalhar dessa maneira foi muito debatido, em relação ao tratamento dado às baratas.
"Estamos muito confiantes de que o experimento não provoca dor no inseto e de que as baratas continuam a controlar suas vontades, porque se adaptam muito rapidamente e ignoram o estímulo," diz Gage.
No entanto, a Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais no Reino Unido (RSPCA por sua sigla em Inglês), expressou preocupação. "Acreditamos não ser apropriado incentivar crianças desmantelar e desconstruir insetos", disse um porta-voz.
"O fato de um neurocientista estar 'muito seguro' de que não está provocando dor não é suficiente. Há muitos estudos fascinantes envolvendo insetos que podem ajudar as crianças a aprender e que não envolvem danos deliberados aos animais", acrescentou.
Na verdade, Cage parece ter sido o primeiro a querer ganhar dinheiro com a técnica, mas a lista de insetos ciborgues criados por cientistas é longa:

Acessado dia 25 de Junho de 2013
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18 junho 2013

A interface cérebro-cérebro


"Experiência do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis comprova a 

transferência de atividades elétricas cerebrais entre dois roedores. 

Na prática, os animais trocaram informações para resolver tarefas 

à distância. Esse é apenas o primeiro passo para a chamada internet 

cerebral. Quem dá os detalhes do estudo é o próprio pesquisador."



Marcos Grinspum Ferraz

























"Imagine uma internet cerebral, na qual é possível se conectar às
outras pessoas sem precisar falar, visualizar uma tela ou mesmo
digitar em qualquer tipo de teclado ou monitor touch sreen. Se
depender do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, essa idéia,
aparentemente fantasiosa, poderá um dia se tornar realidade.
Mais surpreendente do que isso: os primeiros passos em direção 
a essa intenção já estão dados. Em estudo recente, que chamou a 
atenção da comunidade científica e da mídia internacional, 
Nicolelis conseguiu conectar, como nunca antes foi feito, os cérebros
de dois ratos que estavam em continentes diferentes, fazendo com 
que eles colaborassem na resolução de um problema.


O trabalho, publicado na Scientific Reports, é parte de uma
nova linha de pesquisa batizada de Interface
Cérebro-Cérebro (ICC), uma variante da Interface
Cérebro-Máquina (ICM), com a qual Nicolelis e seu
grupo já trabalham há anos no Centro Médico da
Universidade de Duke (Durham, EUA) e no Instituto
Internacional de Neurociências de Natal (Rio Grande do Norte).
De maneira resumida, a ICM possibilita a transmissão da atividade
elétrica do cérebro para algum receptor à distância, o que significa 
transformar pensamentos em comandos digitais que possam ser
“compreendidos” pelas máquinas. A ICC, por sua vez, é a
transferência das mesmas atividades elétricas, mas entre dois ou
mais cérebros.


A ideia do cientista em desenvolver a pesquisa com ICC surgiu 
por volta de 2005, segundo ele, mas foi só em 2010 que Nicolelis
escreveu pela primeira vez sobre o conceito de Brain Net
 (a internet cerebral). No mesmo ano, começou a colocar em 
prática experiências com ratos. O estudo progrediu rapidamente 
e chega agora aos primeiros resultados.
















Carolina Kunicki, da equipe de Miguel Nicolelis, verifica o registro das
atividades cerebrais dos ratos enquanto executam suas tarefas



A experiência


Na prática, o grupo do cientista possibilitou que os dois roedores
se comunicassem para resolver tarefas simples. No experimento,
um animal no Brasil, designado “codificador”, tinha duas alavancas
à frente e uma luz sinalizava qual delas ele deveria pressionar para
receber uma recompensa líquida. Os impulsos, captados por meio
de microeletrodos implantados no cérebro do rato, foram
transmitidos ao rato “decodificador”, que estava nos EUA.
Ele tinha os mesmos tipos de alavanca à frente, mas nenhuma
indicação luminosa. Para acertar a tarefa e receber a recompensa,
o segundo roedor dependia, portanto, do sinal transmitido pelo primeiro.















No experimento, um roedor localizado no Brasil, chamado codificador,
tinha duas alavancas à frente e uma luz sinalizava qual delas
le deveria pressionar para receber uma recompensa.
Os impulsos, captados por meio de microeletrodos implantados
no cérebro dele, foram transmitidos para o rato que estava nos EUA,
que tinha os mesmos tipos de alavanca à frente, mas nenhuma
indicação luminosa. para acertar a alavanca, o segundo roedor
dependia do sinal transmitido pelo primeiro. quando o rato nos
EUA errava, o do Brasil alterava seu comportamento na tentativa
de ajudá-lo.

Como os animais cooperaram para resolver o problema com grau
de até 70% de acerto, os autores da pesquisa afirmam que foi
estabelecida uma ligação direta e sofisticada entre dois cérebros.
Ocorreu também que, quando o “decodificador” errava, o “codificador”
alterava seu comportamento para tentar ajudá-lo na resolução da tarefa,
o que significa que houve comunicação de mão dupla. Segundo Nicolelis,
esse tipo de ligação pode se tornar a base de uma espécie de computador
orgânico: “Significa que nós criamos uma nova plataforma experimental
na confluência da neurociência e da ciência da computação, que pode
ser usada tanto para explorar mecanismos básicos do cérebro como
novas arquiteturas computacionais convencionais”, explicou, em
entrevista à INOVAÇÃO!Brasileiros.


Melhor que o cérebro eletrônico

Para levar adiante a pesquisa, o cientista aponta os próximos passos.
De um lado, serão feitos testes com uma rede maior de cérebros, com
quatro ratos interconectados, que poderão comprovar ou não a hipótese
de que “mais cabeças juntas pensam melhor”. De outro lado, o
pesquisador já começou a realizar trabalhos com macacos, que podem
ser treinados em tarefas mais elaboradas e, assim, usar mensagens mais
complexas para serem transmitidas pela ICC. O neurocientista argumenta
que esse tipo de “rede de cérebros” tem a potencialidade de realizar tarefas
que um computador normal não faria.
“Existem certos problemas que uma máquina não consegue realizar. E são
problemas que cérebros de mamíferos têm muita facilidade em resolver e
envolvem a habilidade de adaptação a novos ambientes e ter soluções
inovadoras. O computador faz o que foi programado, o cérebro consegue
generalizar soluções”, afirma. E se isso é verdadeiro no caso dos animais,
para os quais Nicolelis propôs o conceito de computador orgânico, a
potencialidade da ICC é infinitamente maior no caso humano.
Surge daí o conceito de Brain Net, um passo ainda mais avançado na linha
de pesquisa. “A ideia é, basicamente, no futuro e com métodos não invasivos,
permitir que todos nós naveguemos a internet só pensando! “Seria como
estar imerso em um meio de transmissão da atividade elétrica do cérebro,
que nos permitisse trocar informações. Não só coisas complexas, mas sinais
inteligíveis, que nos deixasse interagir em um meio diferente. É quase uma
nova linguagem”, diz Nicolelis.
De qualquer modo, internet cerebral é apenas um conceito teórico no 
momentoe ainda impossível ter qualquer previsão concreta de quando 
algo do tipo poderá ocorrer. Décadas ou séculos, não se sabe. Mas a 
velocidade dos avanços nos estudos com ratos e macacos não deixa de 
ser animadora, segundo Nicolelis.
No caso humano, um dos entraves são os equipamentos necessários para 
ler e transmitir sinais elétricos produzidos pelo cérebro. Se nos animais foram 
usados implantes (como microeletrodos) instalados, isso não é possível nem 
desejável em humanos. “A ideia seria que fosse com equipamentos não 
invasivos. Essa é a dificuldade em e fazer isso agora. Já existem equipamentos 
que leem sinaiselétricos do cérebro, mas ainda são muito pouco precisos. 
E a comunicação seria muito rudimentar”. Mas, também na evolução 
desses equipamentos,Nicolelis é otimista quanto aos avanços para os 
próximos anos. Além deNicolelis os coautores desse estudo foram 
Miguel Pais Vieira, Mikhail Lebedev, Jin Wang e Carolina Kuricki.



Andar novamente


Se tudo ocorrer como previsto, a apresentação na abertura da

Copa será, segundo Nicolelis, uma demonstração do potencial da
pesquisa para reabilitar milhões de pessoas. “No futuro, será
possível que pacientes tetraplégicos aproveitem essa tecnologia
não apenas para mover seus braços e mãos e voltar a andar,
mas também para sentir a textura de objetos colocados em
suas mãos ou perceber detalhes táteis das superfícies em que
passeiam com a ajuda de um exoesqueleto robótico.”

Diferentemente do caso da internet cerebral, podemos esperar,
para um futuro muito mais próximo, a criação de uma série de
neuropróteses capazes de restaurar funções motoras essenciais
em pacientes que sofreram graves níveis de paralisia corpórea.

Por fim, seja pelos estudos com Interfaces Cérebro-Máquina ou com
Interfaces Cérebro-Cérebro, o fato é que muito se espera do
neurocientista Miguel Nicolelis e de sua equipe de pesquisadores.
Ao contrário de outros projetos científicos que não prometem mudanças
para a vida prática das pessoas, as pesquisas do brasileiro trazem
grandes expectativas de transformação nos rumos da humanidade.
Transformações que podem acontecer em breve ou não, mas que
já mostram seus caminhos."

























acessado dia 18.06.2013

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